Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Ocidental


Reconheço que a compreensão da medicina oriental é difícil para quem só tem a visão da medicina ocidental. A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) originou se num contexto histórico-social específico, trilhou via de desenvolvimento distinta e basea-se em princípios e teorias difíceis de serem comprovadas pelos parâmetros da medicina ocidental. Aparentemente é contra toda a formulação do pensamento científico moderno, porém um dos aspéctos mais importantes da atitude do pesquisador é a abertura, o espírito isento de preconceitos, onde quer que esteja a busca da verdade. Qualquer trabalho norteado por essa colocação só poderá ser positivo e enriquecedor.

A MTC considera o ser humano como um todo indivisível , corpo, mente e espírito em constate interação o meio em que vive. A MTC não analisa sintomas um a um, para encontrar a causa da enfermidade, e sim, interpreta as manifestações em conjunto para encontrar o padrão patológico, específico para cada paciente.

Os sinais e sintomas tem relação com o todo e podem significar quadros diferentes em situações diferentes. A identificação das Síndromes se desenvolveu ao longo da história da MTC, segue o caminho da filosofia natural, que persegue com maior interesse a natureza das relações do que a etiologia. Na identificação de Sindromes e do desequilíbrio permite conhecer: a natureza e características do estado patológico; a sua localização; estabelecer os princípios terapeuticos e o prognóstico .

O diagnóstico oriental não representa um repasso mecâncico do estado do paciente frente a uma lista de checar os sinais e sintomas e sim uma reflexão sobre a patogenese da enfermidade. Tão pouco é um mero ato de reconhecimento, consiste na intenção de compreender como se desenvolve a enfermidade e como interagem os diferentes aspéctos.

Existem diferentes métodos para se identificar as Sindromes, que surgiram em diferentes épocas históricas e formulados por diversos autores, citando:

1- Segundo Oito Princípios, (Ba Gang): Yin - Yang, Interior- Exterior, Frio- Calor, Xu- Shi (Insuficiência- Excesso);

2- Segundo o Qi, o Sangue e os Liquidos Orgânicos;

3-Segundo a Etiologia, segundo os Seis fatores climáticos (Liu Yin), os fatores infecciosos, psíquicos, alimentares, stress, etc;

4- Segundo os Cinco Elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água;

5- Segundo os Seis Meridianos ou Seis Etapas (segundo o Tratado Shang Han Lun )

6- Segundo os Quatro níveis : Wei, Qi, Ying e Xue (segundo o Tratado Wen Bing)

7- Segundo San Jiao;

8- Segundo os Órgãos Internos (Zang Fu);

O raciocínio e pensamento , assim como a abordagem do acupunturista ao paciente na consulta, difere bastante da ocidental ; pois no tempo que se tem para o atendimento é necessário uma visão global, costumamos enfatizar dizendo que o acupunturista observa desde o caminhar, os gestos, tom de voz, assim como estado de ânimo (espírito), brilho do olhar, para um bom diagnóstico, claro, além das queixas, sensação de pulso e lingua.

É necessário examinar o todo. O diagnóstico oriental, digo, diagnóstico energético, é imprescindível para uma boa seleção de pontos e eleger métodos de tratamento. Os pontos selecionados dizem respeito a função energética que se quer ativar, para sanar o (s) desequilíbrio (s) encontrado (s).

A medicina ocidental e a medicina chinesa são 100% compatíveis e complementares,

associadas podem realizar grandes progressos na medicina humana. Diria que seria o ponto de equilíbrio para a saúde

Sonhamos quando os interesses dos pacientes se tornarão mais importantes do que o valor econômico, o faturamento da industria farmaceutica e de exames para diagnósticos. Sem desmerecer ou reconhecer os grandes avanços que a medicina ocidental tem conseguido ao longo do tempo, acredito que a complementariedade das duas formas de medicina é ainda mais benéfico para assistência, prevenção, tratamento, cura e conforto do paciente.

A Medicina Tradicional Chinesa é uma medicina natural, praticamente sem contra indicação ou efeitos colaterais, quando realizada por profissional capacitado e competente para o exercicío da mesma, que observa cuidados e recomendações que se deve ter.

Na medicina natural o modelo é continuo, enfase na saúde; prioridade é a prevenção; diagnóstico é global; terapeutica de suporte; terapias estimulantes. Na ortodoxa o modelo é passo a passo, ênfase na doença; prioridade é o tratamento; diagnóstico focado no órgão (parcial); terapeutica intervencionista; as terapias de substituição.

Não podemos esquecer que :

O amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.

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